Tendão de Aquiles e Distrofia

26 abr 2011
Postado por admin

Boa noite Valdeci,tudo bem com você?Gostaria de discutir com você um caso de uma paciente que trato junto com um colega,no momento como eu a atendo apenas uma vez por semana,sigo as condutas adotadas por ele,mas gostaria de mudar alguns procedimentos,uma vez que acho que será benéfico para a paciente e gostaria de algumas orientações suas.A paciente sofreu uma ruptura de tendão de Aquiles,sendo submetida à cirurgia e aos tratamentos convencionais de acordo com o seu caso,porém evoluiu com uma distrofia.Atualmente a paciente deambula com muletas e faz descarga parcial de peso no membro,com o tratamento que já vem sendo realizado já obteve ganho de força e ADM,entretanto ao realizar os exercícios ainda refere sentir muita dor,apresenta considerável edema no membro.Seu tratamento atual é:calor superficial (compressas quentes),mobilização ativa de todo o membro,alongamento e fortalecimento muscular.Na minha concepção o turbilhão seria mais benéfico tanto para ganho de ADM como para diminuição do edema e complementar com fortalecimento de intrínsecos do pé.Devo indicar também o uso da meia de compressão nesse caso?Obrigada.

Olá, tudo bem? Em relação ao

Olá, tudo bem?
Em relação ao caso, você me passou informações básicas, mas incompletas. Falta saber a idade, peso, quanto tempo de lesão e ou cirurgia, quanto tempo de tratamento na fisio, etc. Mas considerando as informações no seu texto a paciente parece estar ainda na fase 1 ou próximo da fase 2 da distrofia. se for isto, é esperado que ela ainda tenha edema e muita dor. O uso do turbilhão seria mais interessante por aproveitar da pressão hidrostática ajudando na drenagem do edema, também seria mais interessante por envolver todo o membro para receber o calor. Além disso, também seria interessante para realizar movimentos associados, importante para a redução do edema e para ganho de ADM. Posteriormente ao turbilhão também seria interessante a mobilização passiva da articulação, uma vez que ela tem dor e redução de força, o que dificulta o movimento ativo de forma eficiente.
Com relação ao fortalecimento tenho dúvidas se seria bom nesse fase. Ele pode ser fonte de aumento da dor. mas isso é variável de paciente para paciente. Então se não for o caso de sua paciente, continue fazendo, e sim, sem dúvida os músculos intrínsecos do pé deveriam ser trabalhados também.
Você deve lembrar que o edema é decorrente do desajuste do sistema simpático, mas o edema pode ria ser minimizado com o uso da meia. Por outro lado, paciente portadores de distrofia podem apresentar alodinia, não tolerando a pressão da meia. Então, seria necessário fazer um teste e ver como ela se comporta.
Outra dica seria para os dias em que a dor está muito intensa. Você poderia utilizar as correntes diadinâmicas colocadas com o polo negativo no pé e o positivo na região lomgar, na altura dos ganglios simpáticos. Ela poderia ajudar na redução da dor e também na redução do edema. A sugestão seria Df 2 m; CD 5 m e LP mais 4 minutos.

Espero ter ajudado. Por favor poste no site.
Obrigado
Valdeci